domingo, 25 de março de 2012

ANTIGA 8ª sessão (Rita Couto)


Aula 7 – 19.Março.2012 (2ª) – INDOLES & SPECIES/MORES

Species

Species,ei – raíz em specio (espelho, especulação), corresponde à ideia de aspecto. Aquilo que dá nas vistas, traduzido pela nossa “espécie”; traduzido em Cícero por forma.

Em Kant, “Synthesis Speciosa” – a alteração de perspectiva altera consequentemente a percepção do aspecto. O acesso às coisas feito através do aspecto.

Sentido português de “Viso” – dar visos de, mostras de (ideia de aparição). Não circunscrito à visão mas a uma identificação da perspectiva dada pelos sentidos, de algo que é inteligível.

Specia prima (à primeira vista) – pode ser aquilo que é visto pela primeira vez ou a ideia do aspecto que fica em nós, determinado pela nossa perspectiva.

Noção de “estado de coisa” em Wittgenstein – aspecto exterior, não confundido com o interior. A perspectiva nunca vê o interior das coisas. O interior aberto passa a ser exterior, enquanto interior é sempre indefinido. Perspectiva gera um isolamento do foco, dando-se em relação com o tempo (quer seja no campo onírico, fantasia, realidade). Organização geográfica da perspectiva – identificação determinada pelo contexto. Toda e qualquer situação dá mostras de si, o que nos leva a tentar definir criticamente uma situação (crítica como indefinição).


Imago – não restrito a determinações visuais.





ACEPÇÕES DE SPECIES (Lewis&Short)

II – Vista como aparência

III – Ideia – no sentido de configurar, fazer um retrato. Em grego, manifestação. ιδεα e ειδοσ que correspondem à mesma raiz fid/uid; wissen, no alemão. Constituição de uma forma de abertura. Tensão entre o ver e o ter visto.

C.  Transf.

I - εἴδωγον:
a. aparição no sonho, visão onírica.
b. Imagem, estátua, semelhante verosímil – (Platão: estátua de Apolo não é Apolo. Por outro lado nunca temos o próprio, senão a representação.)


Interpretação e Análise do Texto



I.3
Contexto: Situação que resulta da junção de duas casas imperiais. Há manipulação do senado, feita por Octavio César Augusto, porque pretende dar-lhes a possibilidade de ter ambições imperiais. Manipula filhos de Agripa (que ainda não tinham a toga que representava as ambições).
nam genitos Agrippa Gaium ac Lucium in familiam Caesarum induxerat, necdum posita puerili praetexta principes iuventutis appellari, destinari consules specie recusantis flagrantissime cupiverat
·       Ablativo de causa
·       Specie como aparência da recusa. Fruto da manipulação.


I.4
Contexto: Auto exclusão de Tibério em Rodes.
ne iis quidem annis quibus Rhodi specie secessus exul egerit aliud quam iram et simulationem et secretas libidines meditatum. accedere matrem muliebri inpotentia
·       Aparente exílio.
sed Lepidum specie amicitiae deceptos
·       Aparente amizade



I.34
. et quidam prensa manu eius per speciem exosculandi inseruerunt digitos ut vacua dentibus ora contingeret; alii curvata senio membra ostendebant
·       Complemento circunstancial
·       Simulação.
 specie defendendae provinciae
·       Surge no ablativo.
·       Criar a aparência. Fazer Bluff.


I.52
magis in speciem verbis adornata quam ut penitus sentire crederetur
·       Discurso de Tibério que nunca é sincero.
·       Palavras como meio de criação de uma aparência.

I.72
primus Augustus cognitionem de famosis libellis specie legis eius tractavit
·       Lex majestatis como pretexto para neutralizar inimigos. Ilusão de lei.

I.81
Contexto: Nomeação dos candidatos a senadores era feita por Tibério, mas criando a ilusão de que eram escolhidos pela liberdade, mascarada pelas palavras (speciosa verbis).

si gratiae aut meritis confiderentspeciosa verbis
·       Aparência susceptível de ser desmascarada.


II.5
Contexto: Forma como se cria uma ilusão que permite Tibério tirar as legiões a Germânico.
Ceterum Tiberio haud ingratum accidit turbari res Orientis, ut ea specie Germanicum suetis legionibus abstraheret novisque provinciis impositum dolo simul et casibus obiectaret.
·       Ilusão usada como pretexto.

II.6
Contexto: Descreve-se como poder naval pela alegria dos militares, faz aumentar o aspecto aterrorizador da armada.
velis habiles, citae remis augebantur alacritate militum in speciem ac terrorem
·       Corresponde à ideia de aspecto produzido.

II.41
Contexto: Tibério pretendia retirar Germânico do placo da guerra e dá o aspecto de fim da guerra, sem isso ter efectivamente acontecido.
augebat intuentium visus eximia ipsius species currusque quinque liberis onustus.
·       Visus intuentium captados pela species
·       Aspecto que conduz a uma interpretação da situação

II.18
Haut perinde Germanos vulnera, luctus, excidia quam ea species dolore et ira adfecit
·       Visão que afecta com a dor e a ira.
·       Criação da disposição da derrota na ferida, luto ou pena, mas que não tem que ver com esses conteúdos mas com a paisagem.

II. 35
·       Manifestação da liberdade de Piso. Aparentemente nomeado como amigo de germânico, sendo que é ele que o vai matar.

II.36
favorabili in speciem oratione vim imperii tenuit
·       Aspecto favorável, com um propósito contrário.

II.42
nec ideo sincerae caritatis fidem adsecutus amoliri iuvenem specie honoris statuit struxitque causas aut forte oblatas arripuit.
·       Genitivo de relação
·       Ideia de pretensão

II.68
specie venandi omissis maritimis locis avia saltuum petiit
·       Ilusão criada de que se vai à caça.

I.8
ea sola species adulandi supererat
·       Espécie ou manifestação de adulação.

III.30
 aetate provecta speciem magis in amicitia principis quam vim tenuit.
·       Força da amizade
·       Diferença entre uma apresentação do que ficou de uma amizade com alguém no tempo em que ela tem força, em que é substantiva.

III.55
nam etiam tum plebem socios regna colere et coli licitum; ut quisque opibus domo paratu speciosus per nomen et clientelas inlustrior habebatur.
·       O que dá nas vistas.

III.60
magnaque eius diei species fuit quo senatus maiorum beneficia
·       Sentido como é vivido. Brilhantismo de um dia. A memória que fica do dia é o lastro do seu ter sido, como se um dia tivesse rosto.

III.65.
·       Sentido de religião falsa.

IV.8
Consulesque sede vulgari per speciem maestatiae sedentis honoris locique admonuit
·       Ilusão de uma tristeza criada.

IV.44
Nepotem, seposuit Augustus in civitatem Massiliensem ubi specie studiorum nomen exilii tegeretur
·       Ilusão de que vai estudar, como pretexto.

IV.57
Specie dedicandi templa apud Capuam lovi
·       Tibério cria ilusão de que vai criar templos. Acções futuras simuladas.

VI.2
quam deinde speciem fore sumentium in limine curiae gladios?
·       Criar ilusão de que presente é o ponto melhor.

VI.35
·       Formas de combate

VI.44
·      Ilusão de fuga

XI.24
·       Ilusão de retirada.

XI.32
ferunt Vettium Valentem lascivia in praealtam arborem conisum, interrogantibus quid aspiceret, respondisse tempestatem ab Ostia atrocem, sive coeperat ea species, seu forte lapsa vox in praesagium vertit.
·      Visão ou profecia.

XII.3
Contexto: Agripina faz alegação para seduzir Cláudio, sobre pretexto de grau de parentesco.
·       Alegação como pretexto.

XII.48
·       Cria-se ilusão de generosidade

XII.54
malefacta sibi impune ratus tanta potentia subnixo. sanepraebuerant Iudaei speciem motus orta seditione
·       Espécie de revolução

XIII.24
Fine anni statio cohortis adsidere ludis solita de-movetur quo maior species libertatis esset, utque milestheatrali licentiae non permixtus incorruptior ageret et
·       Aparência de liberdade




Análise das ocorrências de INDOLES&SPECIES
O interior do humano interpretado como um aspecto que pode ser detectado, que pode ser escondido e mostrado. Aspecto que pode ser manipulado, fingido ou ilusório, desfasado da índole.

Estamos num contexto da perspectiva que não verifica só os indícios, mas que também os cria.

Amizade pode surgir como dolo, na sua manifestação extrínseca, mas há a possibilidade de chegar à indole, sendo que a species pode não ser ilusória mas corresponde também ao conteúdo interior.



MORES

Maneira de ser que resulta de uma acção ou dos humores. Compreensão do que pensamos, agimos ou omitimos. Existe uma compreensão do que é a mores/costume como regra de acção. Num doente com Alzhaemer, por exemplo, existe um desfasamento, um comportamento que não corresponde à maneira de ser.

Maneira de ser expressa pelo comportamento.

I.4
corpus illi laborum tolerans, animus audax; sui obtegens, in alios criminator; iuxta adulatio et superbiapalam compositus pudorintus summa apiscendi libidoeiusque causa modo largitio et luxus, saepiusindustria ac vigilantia, haud minus noxiae quotiens parando regno finguntur.
·       Descrição de Sejano, não só pela sua proveniência mas pelos costumes. Caracterização de uma pessoa pelo que é ou faz. Mores de Sejano como sendo a adulato e a soperbia. Fazia a manifestação de poder, mas claramente forjado. Por causa do próprio.







Aula 8 – 21.Março.2012 (4ª) – ADFECTUS

Adfectus,us/ Ajjectus

Termo de proveniência filosófica, que traduz o grego πάθοσ.

Aristóteles introduz o fenómeno comparando com campos semânticos de significação diferente (plano emocional/afectivo), correspondentes à patologia (não anomalia mas como interpretação dos πάθη).


Ética a Nicómaco 1108b10-20

 Τριῶν δὴ διαθέσεων οὐσῶν, δύο μὲν κακιῶν, τῆς μὲν καθ’ ὑπερβολὴν τῆς δὲ κατ’ ἔλλειψιν, μιᾶς δ’ ἀρετῆς τῆς μεσότητος, πᾶσαι πάσαις ἀντίκεινταί πως· αἱ μὲν γὰρ ἄκραι καὶ τῇ μέσῃ καὶ ἀλλήλαις ἐναντίαι εἰσίν, ἡ δὲ μέση ταῖς ἄκραις·ὥσπερ γὰρ τὸ ἴσον πρὸς μὲν τὸ ἔλαττον μεῖζον πρὸς δὲ τὸ μεῖζον ἔλαττον, οὕτως αἱ μέσαι ἕξεις πρὸς μὲν τὰς ἐλλείψεις ὑπερβάλλουσι πρὸς δὲ τὰς ὑπερβολὰς ἐλλείπουσιν ἔν τε τοῖς πάθεσι καὶ ταῖς πράξεσιν. ὁ γὰρ ἀνδρεῖος πρὸς μὲν τὸν δειλὸν θρασὺς φαίνεται, πρὸς δὲ τὸν θρασὺν δειλός·


Nesta passagem Aristóteles identifica três espécies de disposição: duas de perversão, 1) o excesso (ὑπερβολὴ) e a que se constitui por 2) defeito, e uma terceira que é a única possibilidade de se constituir a 3) ἀρετή (excelência/virtude). Todas se opõem umas às outras. Dois são extremos e um que corresponde ao meio. Encontram-se no plano das ἔξεισ, disposições ou hábitos.

Plano da πράξις
Âmbito onde se constituem as acções, onde se criam, e por onde se passa. Definidas pelas circunstâncias ainda que haja um carácter de incerteza quanto à sua consequência ou desenlace. Num sentido mais lato, existe uma coincidência do horizonte da πράξιςs com a vida humana: é um âmbito aberto às acções, perspectivada como uma travessia, exposta às intempéries, percorrida com objectivo. πράξις corresponde à compreensão de que na vida existem problemas. O estado da coisa conduz à formulação de programas de resolução de problemas.

Compreensão grega de exposição à ira e à busca de prazer, dado neste âmbito.

Extremos vs meio
Se dor ou prazer forem excessivos podem ultrapassar o ponto sem retorno. O desejo obtido leva a uma depressão da expectativa, após ser alcançado, e por isso alcançar-se um prazer não é visto como ganho. Mas para Aristóteles, a neutralização da constituição de prazer também não é propriamente uma virtude – a ἀναισθησία (fechamento ao contacto pela ausência de sensação). A vida humana sem qualquer contacto de desejo de prazer é inumana. No entanto a procura do prazer pelo prazer, baseada no desejo, farta, gera empanturramento. 

Relação com o medo
Neste plano o audaz é um cobarde, já que em vez de fugir para trás, foge para à frente relativamente ao medo, enquanto o próprio cobarde intensifica a sensação de medo sem qualquer motivo. Só aquele que é ἀνδρεῖος (o que consegue correr oferecendo resistência àquilo que o esmaga) é que alcança a  ἀρετή. O cobarde, o audaz e o corajoso correspondem a três pontos de vista relativamente ao medo.

Constituição prática/teórica
Os πάθοσ / πάθη constituem-se praticamente, e não teoricamente, a situação em que nos encontramos. Os conteúdos do πάθοσ (edoné/ lupe) não correspondem a uma determinação teórica, mas constituem a própria vida. Os vectores que geram pólos de atracção, repulsa ou fuga nunca são numa perspectiva teórica (que não tem que ver com as coisas, que está impermeabilizado à prática, constituindo-se ela mesma no prazer. Mesmo a teoria não é isenta ao πάθοσ. Se não houver um πάθοσ que abra o caminho à teoria (se não houver o prazer) não há abertura à teoria.) O plano onde estamos metidos, leva-nos a identificar conteúdos que são nominen agentis. Descrição de um fenómeno pela descrição do agente desse mesmo fenómeno.

Dar conta da situação
Humano está permanentemente desperto para a situação. φρόνησισ – relativo a diafragma, respiração, inspiração/expiração, enchimento/esvaziamento; quando uma pessoa dá conta de si). Formas de acordar para pessoas, situações, que correspondem a um sentido de conotação ao sentido conotado, para o momento da φρόνησισ, do acordar (sair da demência).
A medição da vida (dando conta de nós) é tido como conteúdo patológico.


Ética a Nicómaco (1105b19-1106a1)

Μετὰ δὲ ταῦτα τί ἐστιν ἡ ἀρετὴ σκεπτέον. ἐπεὶ οὖν τὰ ἐν τῇ ψυχῇ γινόμενα τρία ἐστί, πάθη δυνάμεις ἕξεις, (20) τούτων ἄν τι εἴη ἡ ἀρετή. λέγω δὲ πάθη μὲν ἐπιθυμίαν ὀργὴν φόβον θάρσος φθόνον χαρὰν φιλίαν μῖσος πόθον ζῆλον ἔλεον, ὅλως οἷς ἕπεται ἡδονὴ ἢ λύπη· δυνάμεις δὲ καθ’ ἃς παθητικοὶ τούτων λεγόμεθα, οἷον καθ’ ἃς δυνατοὶ ὀργισθῆναι ἢ λυπηθῆναι ἢ ἐλεῆσαι· ἕξεις δὲ καθ’ (25) ἃς πρὸς τὰ πάθη ἔχομεν εὖ ἢ κακῶς, οἷον πρὸς τὸ ὀργισθῆναι, εἰ μὲν σφοδρῶς ἢ ἀνειμένως, κακῶς ἔχομεν, εἰ δὲ μέσως, εὖ· ὁμοίως δὲ καὶ πρὸς τἆλλα. πάθη μὲν οὖν οὐκ εἰσὶν οὔθ’ αἱ ἀρεταὶ οὔθ’ αἱ κακίαι, ὅτι οὐ λεγόμεθα κατὰ τὰ πάθη σπουδαῖοι ἢ φαῦλοι, κατὰ δὲ τὰς ἀρετὰς (30) καὶ τὰς κακίας λεγόμεθα, καὶ ὅτι κατὰ μὲν τὰ πάθη οὔτ’ ἐπαινούμεθα οὔτε ψεγόμεθα (οὐ γὰρ ἐπαινεῖται ὁ φοβούμενος οὐδὲ ὁ ὀργιζόμενος, οὐδὲ ψέγεται ὁ ἁπλῶς ὀργιζόμενος ἀλλ’ ὁ πῶς), κατὰ δὲ τὰς ἀρετὰς καὶ τὰς κακίας ἐπαινούμεθα ἢ ψεγόμεθα.

Prazer (ἡδονὴ)/ Sofrimento (λύπη)
“o desejo, a ira, o medo (…) compaixão: em geral tudo aquilo que é acompanhado de ἡδονὴ e λύπη” – Todas as constelações de sentimentos (πάθοσ) estão contidos no prazer/sofrimento. Todos os acontecimentos da vida são acompanhados de estados de espírito, que apesar de  não dependerem deles geram tensão. Pode haver uma abertura/fechamento ao sentido da acção. Possibilidade de variação. Exposição a um agente. Abertura/fechamento à compreensão (conversas de mudos). Depressão – δυνάμεισ de agentes depressores. Compaixão (édipo/medeia – tragédias) lamento é sentido como prazer.

ἕξεις – substantivo que significa ter, dispor de; ζοων λογον ἓχεισ (capax rationis); A aprendizagem dá-se como uma repetição que visa a aquisição; Formação de um modo de ser; definida como πρὸς τὰ πάθη; acentuação das circunstâncias adverbiais, como o modo como nos relacionamos com os pathé.

μέσως – relação com o meio. A violência do πάθοσ é definida pelo modo de nos relacionarmos com ele, modo como lemos os sinais. Na vida não há técnica para lermos.
A interpretação do estado em que podemos ficar na confrontação com situações/sítios/pessoas, é possível devido a uma estimulação.

Possibilidade de manipulação
Tendemos a fazer uma simulação prévia dos estados possíveis pelos quais passamos na situação a ocorrer que é também parte do trabalho das ἡδονὴ, λύπη. Sem estarmos lá, mas na proximidade, podemos fazer uma espécie de previsão, um ensaio que conduz ao despertamento antecipado dos estados. O λόγος é o que permite compreender o estado que será consequência da aquisição do prazer ou fuga ao medo, através da antecipação. Lógica da contenção/abstinência é a da vergonha/pudor – identificação de uma acção com feia.

Proaíresis (escolha)
Sentido de antecipação que não está expresso na própria palavra. Sem antecipação não há escolha. Qual é a natureza deste acontecimento na natureza humana? 1) ter escolhas disponíveis, 2) criação/surgimento da oportunidade.
Tanto o fazer uma escolha como nega-la é um “ir”. Escolha como possibilidade de compreender que negar ira/prazer/medo corresponde a um conteúdo preterível relativamente ao um conteúdo elegível. Nós agarramos/esbanjamos oportunidades.

Kinesis - πάθοσ como uma mudança pelo qual somos afectados, sem ponto de resolução, como que por uma vontade exterior. Mas pela filtração do λόγος, passava a haver uma posição de eleição do sentido, existindo a possibilidade de mudar a situação onde nos encontramos.


ACEPÇÕES DE ADFECTUS (Lewis&Short)

Affectio

II.A mudança no estado de espírito/corpo – sentimento como a forma de abertura ao conteúdo do afecto; sentimento como forma de compreensão. Termo contraposto a habitus; adfectio est animi aut corporis extempore aliqua de causa commutatio ut,laetitia, cupiditas, metus, molestia, morbus,debilitas, et alia, quae in eodem generereperiuntur, Cic. Inv. 1, 25, 36 -  Afecção como mudança, concomitante com o mal, proveniente de um qualquer motivo, na alma ou no corpo, que se dá numa dada circunstância.

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