domingo, 20 de maio de 2012

RETÓRICA, EXPRESSÃO DE SI E ARGUMENTAÇÃO


Retórica, expressão de si e argumentação.
Questões de Ontologia, IIº SEMESTRE, IIº Ciclo (2012-2013), 2ªª 18h00-21h00.


Encontramo-nos numa inacabável conversa com os próprios. Falar de si e dizer-se o que se sente é uma condição não anulável do ser humano. Despertamos sentimentos e provocamos emoções. Reagimos-lhes. O que se passa de cada vez é avaliado pelo estado sentimental em que ficámos com algo que nos impressionou. Antecipamos emoções que perseguimos ou evitamos. Convencemos e persuadimos em vista do que nos acontece: de impactos emocionais e crises afectivas. O horizonte de trabalho da retórica confunde-se com o do núcleo fundamental de sentido do ser humano. O que habitualmente reconhecemos como sentimento, emoções e afectos está desde sempre espontaneamente exposto a uma interpretação que resulta de uma hermenêutica da Facticidade. Os πάθη correspondem a formas de afectação. Um sentimento que nasce e cresce é um conteúdo irreal, mas eficaz. Surte efeito. Estão continuamente a configurar o nosso acontecimento no trânsito da vida. Conhecemos o carácter avassalador da paixão. Mas também quando aparentemente nada se sente, se vai indo, nada se passa. Como falamos do que nos acontece? Como nos exprimimos e falamos dos nossos sentimentos? E ao dizermos o que sentimos estamos a apresentar argumentos? A partir de que ponto de vista?


Aristóteles
The Rhetoric of Aristotle, with an commentary by the late Edward Meredith Cope ... revised and edited for the syndics of the University press by John Edwin Sandys Published 1877 by University Press in Cambridge

Cícero
Rhetorica 
recognovit brevique adnotatione critica instruxit A.S. Wilkins.
Published 1902 by E typographeo Clarendoniano in Oxonii . 
Written in Latin.



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