terça-feira, 15 de maio de 2018

TFA, 3 de Maio

TFA
Círculosde Hiérocles
20.20 Hiérocles, em EstobeuEcl. 4.671, 7.673, 11 (LS 57G)
Depois de se ter falado sobre a conduta a ter com pais, irmãos, esposa e filhos, importa acrescentar também uma discussão sobre os parentes que, em certo sentido, são afectivamente sentidos como os primeiros e, por isso mesmo, pode expor-se de um modo sucinto. Com efeito cada um de nós está completamente rodeado por muitos círculos, uns mais pequenos e outros maiores, estes últimos incluem os primeiros e cada círculo é incluído, de acordo com as relações recíprocas, diferentes e desiguais. 

O primeiro círculo e mais próximo, com efeito, o que alguém desenhou em torno de um centro é a mente de si próprio. Neste círculo estão incluídos não apenas o corpo, mas também as coisas que se tomam em vista do corpo. Poies este círculo é virtualmente o mais pequeno, quase que toca o centro de si mesmo. 

O segundo círculo é o que se afasta mais deste círculo e do centro, mas inclui o primeiro, no qual se encontram os pais, irmãos, mulher e filhos. O terceiro é aquele no qual se encontram tios e tias, avós, sobrinhos, sobrinhas e primos. 

O seguinte círculo inclui os demais parentes, e a este segue-se o círculo das demais pessoas do povoado, depois deste de dos círculos da tribo, vem o dos concidadãos, para vir depois finalmente o círculo das cidades vizinhas e os da mesma etnia. O círculo mais exterior e o maior, que inclui a todos os demais círculos, é o de todo o género humano. 

• É possível começar com o círculo mais amplo para reunir de certo modo os círculos, em relação com a conduta que se deve a cada um, como em direcçãoa um centro, e transferir sempre diligentemente os círculos desde os que são inclusivos até aos que estão incluídos. 

No que respeita a amar a própria família, é possível amar pais e irmãos. E, portanto, segundo a mesma proporção, também entre nossos parentes devemos tratar os mais velhos e velhas como avós, tios e tias o dos da mesma idade como primos e os mais jovens como filhos dos primeiros. Daqui resulta que há uma recomendação clara de como devemos comportarmo-nos com os parentes, uma vez que aprendemos a comportar-nos connosco mesmos e com os nossos parentes e irmãos e mais ainda com a nossa mulher e filhos. 

Acrescente-se a isto que temos de honrar igualmente os que procedem do terceiro círculo como os do segundo círculo e de novo, os nossos partes do mesmo modo, pois ainda que haja uma grande distância sanguínea, que pode eliminar o efeito da afectividade, devemos esforçarmo-nos, não obstante, por assimilar-nos. Pois pode acontecer com a nossa iniciativa encurtar a distância da relação que temos com qualquer pessoa. 

Não obstante, acrescentar a esta medida também de acordo com o uso que fazemos das denominações e chamar irmãos aos nossos primos, tios e tias, pais e mães, e entre os nossos parentes, uns são tios, outros sobrinhos, outros primos, como se os assuntos da idade o permitissem em vista da assiduidade dos nomes. Poies este modo de chama-los (…) suscitaria e intensificaria a já indicada contracçãodos círculos. 
23. DL 7.87-89
Fimé viver de acordo com a natureza, o qual não é senão viver segundo a virtude.  Diz Zenão. E Crísipodiz que viver segundo a virtude é viver segundo a experiência das coisas que ocorrem por natureza, pois as nossas naturezas são partes da natureza do todo. 
Τέλος
τὸὁμολογουμένωςτῇφύσειζῆν
κατ’ ἀρετὴνζῆν
Τκατ’ ἐμπειρίαντῶνσυμβαινόντωνζῆν
Μερὴγάρεἰσιναἡμέτεραιφύσειςτῆςτοῦὅλου
23.1 DL 7.87-89
Viver em coerência com a nautrezaé o fim, o qual consiste em viver tanto de acordo com a proóprianatureza como com a do todo e não fazer nada que a lei universal costuma proibir. A lei universal é a rectarazão que discorre através de todas as coisas e é o mesmo que Zeus, o reitor da adminstraçãodas coisas existentes.  
A virtude do homem feliz é o correctofluir da vida, quando faz tudo de acordo com a harmonia da divindade em cada um de nós e o desejo do administrador do universo. O fim consiste em raciocinar bem na selecçãodas coisas segundo a natureza (Diógenes), viver a cumprir todos os actosdevidos (Arquedemo). A natureza em conformidade com a qual devemos viver é a universal e a propriamente humana (Crísipo).
Νομὸςκοινός
Λόγοςὀρθός
Διὰπάντωνἐρχόμενος
Καθηγεμώντῆς τῶν ὄντων διοικήσεως 
Εὔροια βίουὅτανπάντα πράττηταικατὰτὴνσυμφωνίαντοῦπαρ’ ἑκάστῳδαίμονοςπρὶοςτὴντοῦτῶνὅλωνδιοικητοῦβούλησιν
Τεὐλογιστεῖνἐντῇτῶνκατὰφύσινἐκλογῇ

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