terça-feira, 15 de maio de 2018

TFA 15 e 17 de Maio

      Teoria da acção
      24.1 Estobeu, Ecl.2.86, 17-88
Dizem que o que põe o impulso (hormê) em movimento movimento (to kinoun) não é outra coisa senão a apresentação directamente impulsiva do que é devido (phantasia hormêtikê tou kathêkontos autothen). O Impulso (hormê) é, em sentido geral, um movimento da alma para algo (phora psuchês epi ti kata to genos), e considera-se que são suas espécies o impulso que se produz nos animais racionais e o que se produz nos irracionais
      Orecsis (intenção, desejo)
A orecsis (apetência, desejo, anseio, anelo), com é efeito, não é o impulso racional mas uma espécie de impulso racional, […] movimento da mente em direcção para algo no domínio da acção (phora dianoias epi ti tôn en tõi prattein)
      Aphormê (repulsão)
Repulsão, por outro lado, opõe-se ao impulso. É um certo movimento da mente que se afasta de algo no domínio da acção (phora dianoias epi ti tôn en tôi mê prattein). 
Apetição é uma espécie de impulso prático. E a apetição é um movimento da mente em direcção a algo futuro. 
      Espécies de impulso prático
Espécies de impulso prático: 
Propósito (prothesis: sêmoiôsis epiteleseôs, indicação de acabamento ou cumprimento, projecto (epibolê: hormê pro hormês, impulsão antes da impulsão), preparação (paraskeuê: pracsis pro pracseôs: acção antes de uma acção), empreendimento (enkheirêsis: hormê epi tinos en khersin êdê ontos), decisão (hairesis: boulêsis ecs analogismou, anseio a partir de uma reconsideração), anseio (boulêsis: eulogos orecsis), volição (thêlesis: hekousios boulêsis). 
      24.4 Filon, Leg. Alleg.1.30
A presentação constitui-se de acordo com a entrada do objecto externo que provoca uma impressão no entendimento através da percepção. O impulso, irmão da presentação, dá-se de acordo com a força tensional do entendimento, o qual, quando se estende através da percepção, entra em contacto com o objecto subjacente e vai até ele, tentando chegar a ele e abarcá-lo. 
      Phantasia kai hormê
Hê men oun phantasia sunistatai kata tên tou ektos prosodon tupountos noun di’ aisthêseôs, hê de hormê, to adelphon tês phantasias, kata tên tou nou tonikên dunamin, hên teinas di’ aisthêseôs haptetai tou hupokeimenou kai pros auto khôrei glichomenos ephikesthai kai sullabein auto.
      24.7 Caminhar
Clantes diz que é o espírito que se estira desde a parte condutora da alma até aos pés. Crísipo diz que é a própria parte condutora. Ambulatio: sspiritum esse a principali usque in pedes permissum, Chrysippus ipsum principale. 
      24.13 Epicteto, Ench. 2
Recorda que a promessa do desejo é a obtenção daquilo que desejas e a promessa da declinação é não te encontrares com aquilo que queres evitar. Aquele que falha no encontro com o que deseja não é feliz mas aquele que ao evitar e declinar algo se encontra com esse mesmo algo é infeliz. 
Orecsis: epangelia epitukhia hou oregê.
Ekklisis: epangelia to mê peripesein ekeinôi ho ekklinetai.
Ho men en orecsei apotunkhanôn atukhês
Ho de en ekklisei peripitôn dustukhês
Se, de entre as coisas que dependem de ti, evitas unicamente as que são contrárias à natureza, não cairás em nenhuma das coisas que evitas. Mas se evitas a doença, a morte ou a pobreza (coisas que se evita e declina mas com as quais nos encontramos e não são coisas que dependam de nós), és infeliz. Portanto, leva a tua declinação para longe de todas as coisas que não dependem de nós e muda o seu rumo para a direcção das coisas contrárias à natureza mas que dependem de nós. (aron oun tên ekklisin apo pantôn tôn ouk eph’ hêmin kai metathes epi ta para physin tôn eph’ hêmin)
Anula completamente o desejo, pois se desejas alguma das coisas que não dependem de nós, é necessário que falhes a obtenção das coisas que dependem de nós, e nenhuma das coisas que é belo desejar-se está ao teu alcance. Usa unicamente o impulso e a repulsão mas ligeiramente, isto é, com reserve e não de maneira rigorosa. 
Opondo-te a estas coisas, vencerás a phantasia, não serás arrastado por ela: oukh helkusthêsêi hup’ autês. Diz: “espera-me um pouco, fantasia, deixa que eu veja quem és e o que representas, deixa que te submeta à prova”. Hupo tês ocsutêtos mê sunarpasthêis: “ekdecsai me mikron, phantasia: aphes idô tis ei kai peri tinos, aphes se dikimasô ”
Não permitas que te leve pelo facto de que nela as coisas que se seguem aparecem perfeitamente delineadas, pois, pelo contrário, apoderando-se de ti, guiar-te-á até onde quiser. Impõe-lhe uma outra apresentação, bela e nobre, e desfaz esta sórdida. E se te acostumares a exercitar-te deste modo, verás que ombros, que tendões e que vigor se criam. […] És a pessoa que se treina, que se exercita: a que se treina a si mesma para enfrentar tais presentações. Mantém-te firme, infeliz, não te deixes arrastar! O combate é grande e a obra divina. É para bem de um reino e para bem da liberdade, do correcto fluir e da imperturbabilidade. 
μεῖνον, τάλας, μὴ συναρπασθῇς. μέγας ὁ ἀγών ἐστιν, θεῖον τὸ ἔργον, ὑπὲρ βασιλείας, ὑπὲρ ἐλευθερία ὑπὲρ εὐροίας, ὑπὲρ ἀταραξίας. 


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