quarta-feira, 18 de abril de 2012

Contemporânea, 11ª sessão (Protocolo por Tomaz Fidalgo)


11ª aula
(Continuação) Mundo, SZ, §§12-15. Totalidade, SZ, §48.

SZ §12 Die Vorzeichnung des In-der-Welt-seins aus der Orientie- rung am In-Sein als solchem.

A análise de Heidegger incide nas proposições, principalmente na proposição in, bem como no que pode ser uma dupla interpretação do que pode ser o in:
- como categoriais (Ex. Kant)
- como aquilo a que Hiedegger chama existenciais.
No primeiro momento parecem ser contrapostas, mas no segundo momentos mostra como o acontecimento do sentido parece ser existencial. A determinação de conteúdos categoriais resulta de uma suspensão do horizonte existencial, suspensão essa que acontece já na nossa perspectiva quotidiana e é condição sine qua non do projecto científico, por exemplo.
O primeiro momento é  a tentativa de formulação de dois regimes de constituição do sentido:
-categorial -- Vorhendenheit (pura perantidade), tentativa de tradução de obiectivitas (aquilo que é posto perante nós)
- existencial
A determinação existencial tem de ser feita. E é preciso diferenciar existenziell e existenzial.  A vida está organizada de raiz num sistema existencial. Ao contrário da tentativa de pensar a relação categorial entre um eu que pensa e uma extensão que é pensada. A análise existencial não depende da determinação de um acesso perceptitvo/intuitivo.
O termo ek - sistenz, vem do verbo latino existo,is, ere, existi, que tem três sentidos fundamentais:
-- uma posição fora da própria posição estável, fora do sítio em que alguém está de pé, uma posição fora de si, uma posição que se compreende a si como excêntrica (ex. desistir, resistir, etc têm o sentido fundamental do sisto). Existir tem o sentido básico de estarmos sempre fora de nós. Como na visão e na audição e no tacto e etc...(Ex. o frango está bom não apenas no pedaço que estou agora a provar, mas o meu juízo estende-se todo o frango que está no prato) O ponto é que estamos em nós próprios e nos sítios onde esses conteúdos estão constituídos. Eu estou numa determinada posição, etc., mas distribuo-me por uma diversidade de frentes de acção.
-- A ideia é que estamos estendidos para fora de nós de tal forma que estamos já esticados e em contacto com o ponta mais extrema da nossa vida, com o fim da nossa vida. A existenz é esta saída para fora de nós que implica o nosso desenrolar no tempo: a nossa perspectiva nunca é estática, o seu centro implica uma irradiação centrifuga no decurso do tempo: estamos num transcurso temporal. Estamos sempre em tensão relativamente ao desfecho -- estamos em tensão com a situação em que a o empreendimento em que "estamos a ir" acaba; estamos já lá, nesse fim. Mas esse conteúdos onde já estamos não são perceptivos. Eles são polos de atracção indefinidos. Esse limite é o fim qualitativo da situação encetada. O nosso ponto de vista nunca está apenas na vivência dos conteúdos perceptivos, porque ele está sempre já onde ainda não está. São esses conteúdos não percepcionados que determinam a nossa orientação. Mas é uma orientação que não é apenas espacial, mas é sobretudo temporal. Ex. Orientação a curto, médio e longo prazo.
-- ideia de manifestação: ideia de que sou visível. Percebemos que somos visíveis e somos vistos de uma certa forma pelo que está fora de nós (numa zona de combate eu sei que posso ser visto e isto pode querer dizer que posso ser morto).

A existência tem um livro de encargos para nós. Há uma perspectiva de desincunbência. Mas não é apenas essa desoneração dos encargos quotidianos. A existência tem, continuamente a fazer pressão sobre nós, um retrato de nós numa versão superlativa: aquilo que eu posso ser mas ainda não sou: uma versão potencial daquilo que eu seria no melhor dos casos. Uma espécie de olhar sobre a versão suprema do que nós somos e que nos diz "ainda não chegaste cá", ou "já cá estiveste e saíste outra vez", e a ideia é a de comparação com a versão aguda de mim, com aquilo que seria um "eu pleno". O problema é que o último momento de mim pode não coincidir com essa versão suprema de mim, pode até acontecer que eu venha a piorar até lá...
É isto que Heidegger analisa na analítica existencial e temporal do dasein -- no momento do nascimento já está o último momento da vida, tal como no último momento estão todos os momento da vida. Não estão em causa os percursos que percorremos, mas formalmente a nossa maneira de ser existencial implica-nos num horizonte com um ponto de partida e um ponto de chegada e toda ela está esticada virtualmente do seu início até ao seu fim. O que se está a constituir está já a ser puxado por um futuro a haver. O presente está constituído numa forma de desdobramento que vem do fim ou do princípio. O conteúdo de tempo em que vivemos é um quando qualitativo: o início do primeiro semestre é diferente do início do segundo semestre, etc... O quando é a unidade de sentido que articula os lapsos de tempo, mas esse quando é qualitativo: é ele que determina o carácter ainda não terminado do que está em jogo. A organização do sentido é situacional (pode ser como  do jogo de 90min ou pode ser o da liga inteira, pode ser o do ano lectivo ou o da licenciatura inteira...) O que nós pensamos é sempre é a unidade qualitativa de uma situação existencial, e só isso nos permite articular vários pequenos momentos perceptivos diferentes.
 A pergunta fundamental é: por que unidades de sentido eu oriento a minha vida? O problema é que a vida constitui uma unidade formal que não depende dos vários conteúdos da minha vida...Qual é a relação da existência com aquilo que nós queremos para nós?
O que está em causa é o horizonte de sentido como horizonte de jogo (tal como em Wittgenstein). A expressão da existência do mundo -- a nossa agenda é uma expressão sintomática daquilo que nós somos (os sítio onde vamos, as pessoas com que estamos e com quem não estamos) são determinações que por si são completamente incompreensíveis, mas que correspondem a uma expressão de uma estrutura fundamental de sentido.
Assim, a existenz incorpora-se em nós no mundo. Os conteúdos intra-mundanos estão conformados pela forma radical de cada existência (que só podem ser vividos por cada pessoa): esse horizonte de sentido é completamente intransmissível -- ele não pode viver a minha existência, e eu nunca posso não ser a minha existência, por muito que tente.  A própria existência passa a vida a perguntar-me o que é que eu tenho feito, o que é que eu tenho sido. As mesmas pessoas a ver um quarto estão encerrados em limites completamente diferentes, pelo que vêem coisas completamente diferentes. O conteúdo que objectivamente aparentemente é o mesmo é irrecuperável de umas pessoas para outra: aquele quarto é completamente irrecuperável para outra pessoa que não eu. O mundo é o horizonte que serve de terminus ad quem da minha própria vida. O mundo é sempre o meu mundo. A existência habita o mundo à escala mundial. O nosso mundo é confundido com o mundo em si, que aparentemente é objectivamente o mesmo. Em causa não está a relação entre um sujeito e um objecto, mas o facto de não existir existência sem um mundo, como não existe um mundo sem uma existência.
Ou seja, o in-der-welt-sein é uma expressão aparentemente composta. Mas quer-se mostrar o carácter unitário formal de que esta expressão é uma equação. A ideia acaba por desenbocar na análise do in-sein, e na verdade na análise do in. As determinações espaciais são determinações de relação (só há esquerda se for à esquerda de algo, tal como só há interior em relação com o exterior).

Numa primeira determinação, quando eu estou a dizer que uma coisa está dentro de outra eu geralmente estou só a categorizar uma relação de espaço. Ex.água no copo. Neste caso eu anula a noção de mundo, porque posso pensar infinitesimamente (fragmento de Pascal sobre os infinitos), posso pensar algo sempre como algo de (estrutura infinita de τί κατὰ τινός). Mas é esta estrutura que me permite perceber, por exemplo, a organização de uma cidade pela sua organização geográfica; e isso não tem que ver com categorizações mundanas ou existenciais. A geometria esventra o mundo e coloca esse espaço que vivemos sob uma forma susceptível de ser categorizado pela matemática. Pelo contrário, é o sentido da minha situação que determina o em que estou -- o "eu estou em tal sítio" é determinado pela pressão daquilo que eu estou a fazer em tal sítio (estar no hospital para o doente e para o paciente -- o é diferente para o doente e para o médico). A relação espacial pode ser neutralizada do sitio onde eu me encontro a fazer o quê -- pode nesse sentido corresponder à identificação de tópicos (τόποι) da batalha naval. Mas pode também haver uma noção de χώρα -- a terra de onde viemos -- que significa o sítio de onde vimos, não no sentido espacial do termo, mas o sítio que dá chão, o sítio peculiar da habitação de um espaço, relativamente ao qual temos saudades (e isso não tem nada a ver com a localização geográfica). A determinação do mundo não pode ser feita em primeira linha por determinações categoriais -- porque isso torna o mundo inabitável, tira o sentido do mundo. Será que só podemos categorizar relações espaciais? Não, parece que não e que aliás essa nem é a determinação fundamental que organiza a vida. A cadeira estar colada à mesa não está dada pelos três centímetro a que está da mesa, mas pelo contexto da sala de aula. O que determina a relação da cadeira com a mesa é o horizonte de sentido.

(esta perspectiva é oposta à do Tractatus -- é a perspectiva diametralmente oposta à do Tractatus, em que o mundo é dado por uma determinação exclusivamente categorial, e que por isso mesmo é inabitável.)

A organização dos conteúdos de uma casa é dada pelos sítios próprios das coisas da casa -- o lugar dos meus apontamentos é ali. Esse "ali" é dado por uma ideia de contexto específico de habitabilidade.

A perspectiva categorial corresponde ao esventramento da perspectiva existencial (como se vê no Tractatus). É uma desmundanização do mundo.

É nesta linha que Heidegger analisa o que é incarnar num corpo, o in-sein. É uma dinâmica complexa dos verbos que dizem ir e vir, e é essa ideia fundamental do verbo sein alemão -- que corresponde à determinação da situação. "Eu não estive lá" não tem nada a ver com a determinação geográfica: eu posso estar num sítio e "não estar lá".
O fundamental é:
1º a determinação do contexto em que nos encontramos;
2º a influência do "por ser" no horizonte de sentido. Estar em é estar onde estamos num horizonte de sentido.

O ser é um processo, um procedere. Há uma compreensão de um X que está a ser riscado. Nós temos de ir ao lugar Y para riscar X da lista de tarefas (neste sentido há uma desincumbência).

O aí é situado e está sempre a determinar-se por um "a haver".

" Das In-Sein meint so wenig ein räumliches »Ineinander« Vorhandener, als »in« ursprünglich gar nicht eine räumliche Beziehung der genannten Art bedeutet; »in« stammt von innan-, wohnen, habitare, sich aufhalten; »an« bedeutet: ich bin gewohnt, vertraut mit, ich pflege etwas; es hat die Bedeutung von colo im Sinne von habito und diligo "

Este in-sein significa tão pouco um ser dentro de um outro espacial que este in originalmente não quer dizer uma relação espacial. In vem do alemão antigo inann- e significa morar(wohnen) (significar em português demorar e por isso habitar, ser o sítio do costume). A questão é que a vida toda é uma estadia, é um sítio onde nos demoramos. Este ser é determinado por um ir que vai trabalhando a nossa incorporação num sítio: e por isso tem categorias de "cuidar de", de "domesticar", ect..
Este segundo sentido tem a ver com colo, e por isso com habito e diligo. Esta ideia está presente no ser-no-mundo.
É  neste sentido que surge a compreensão de duas perspectivas de distintas categorial e existencial, sendo que a categorial só é possível por esvaziamento da perspectiva existencial, e por isso por anulação da perspectiva completamente resolutiva em que nos encontramos no quotidiano. A determinação dos sítios de uma cidade é completamente fantasmagórica do ponto de vista objectivo; a organização geográfica de Liebos não tem nada a ver com a cidade que eu habito -- não nos passa pela cabeça que a organização geográfica dos espaços públicos implica uma neutralização dos planos de execução da minha vida.
A forma de ida ao mundo é a forma de habituação em que nós fazemos o mundo, estamos nos sítios e colonizamos esses sítios consoante a abordagem que esse sítio requer. A forma como estamos ali depende da interpretação da situação em que estamos e da forma como temos de reagir a essa interpelação.

Os exemplos são o da cadeira e da mesa -- a cadeira nunca pode tocar a mesa, porque a cadeira não pode tocar. Nós é que tocamos, não as cadeiras. Nesse sentido as cadeiras e mesas não existem, porque elas não podem estar fora de si, não pode estender-se para fora de si.
Nós estamos sempre fora de nós porque estamos sempre fora da anatomia do corpo, por exemplo, percebemos que alguém está a olhar para nós quando estamos lá nos olhos dele a olhar para nós.  É por isso que uma percepção pura nunca poderá dar conta do que é Helena de Troia. Do mesmo modo, a camuflagem e simulação implicam uma compreensão de como os outros nos vêem.

O ponto final do parágrafo implica uma discussão do acesso. Para Heidegger a abertura para o ponto de vista categorial tem de ser diferente da forma de abertura para o ponto de vista existencial. A forma de acesso do ponto de vista categorial é forçosamente diferente da forma de acesso do ponto de vista existencial.
Ou seja, a determinação perceptiva do castanho e do ser cilíndrico da cadeira anula completamente a compreensão que eu tenho do que é ser cadeira. Nesse caso seria um olhar puro, desmundanizado (aquilο a que os gregos chamaram νοῦσ).
A perspectiva existencial é uma abertura a uma situação que nos implica nessa mesma situação -- ir ao supermercado não pode ser feito numa perspectiva pura, pois esta só capta o mínimo denominador comum que é completamente estanque à organização da minha vida, não permite a vinculação à situação em que nos encontramos.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Contemporânea, 11ª sessão (Hand out).


(Continuação) Mundo, SZ, §§12-15. Totalidade, SZ, §48.

Antiga, 10ª sessão, Apêndice. Passos para "causa"


inde consilium mihi pauca de Augusto et extrema tradere, mox Tiberii principatum et cetera, sine ira et studio, quorum causas procul habeo.

neque multo post extincto Maximo, dubium an quaesita morte, auditos in funere eius Marciae gemitus semet incusantis quod causa exitii marito fuisset.

fessusque clamore omnium, expostulatione singulorum flexit 
paulatim, non ut fateretur suscipi a se imperium, sed ut ne-     20
gare et rogari desineret. constat Haterium, cum deprecandi    
causa Palatium introisset ambulantisque Tiberii genua advol- 
veretur, prope a militibus interfectum quia Tiberius casu an    
manibus eius inpeditus prociderat.

Postremo deserunt tribunal, ut quis praetorianorum        1.27.1
militum amicorumve Caesaris occurreret, manus intentantes, 
causam discordiae et initium armorum, maxime infensi Cn.    
Lentulo, quod is ante alios aetate et gloria belli firmare  
Drusum credebatur et illa militiae flagitia primus aspernari.


set    
anxius occultis in se patrui aviaeque odiis quorum causae      5
acriores quia iniquae.



Consultatum ibi de remedio; etenim nuntiabatur    1.36.1
parari legatos qui superiorem exercitum ad causam eandem   
traherent;


clamor       
vulnera sanguis palam, causa in occulto; cetera fors regit.


nec alia tam intima Tiberio causa      5
cur Rhodum abscederet.


par causa saevitiae in Sempronium  
Gracchum, qui familia nobili


ad quod exarsit adeo, ut rupta 
taciturnitate proclamaret se quoque in ea causa laturum
sententiam palam et iuratum, quo ceteris eadem necessitas  
fieret.



set    
anxius occultis in se patrui aviaeque odiis quorum causae      5
acriores quia iniquae.


etenim nuntiabatur         1.36.1
parari legatos qui superiorem exercitum ad causam eandem   
traherent


se ipsos morti exi-        
mant hortatur: nam in pace causas et merita spectari, ubi      
bellum ingruat innocentis ac noxios iuxta cadere.



clamor       
vulnera sanguis palam, causa in occulto; cetera fors regit.      5


nec alia tam intima Tiberio causa      5
cur Rhodum abscederet.




temptantis eadem alios
probare causam senatui iussit, cupidine severitatis in iis
etiam quae rite faceret acerbus.



causae variae tra-
duntur: alii taedio novae curae semel placita pro aeternis        5
servavisse, quidam invidia, ne plures fruerentur; sunt qui       
existiment, ut callidum eius ingenium, ita anxium iudicium;    
neque enim eminentis virtutes sectabatur, et rursum vitia       
oderat: ex optimis periculum sibi, a pessimis dedecus pu-      
blicum metuebat.



ceterum Vrgu-
laniae potentia adeo nimia civitati erat ut testis in causa
quadam, quae apud senatum tractabatur, venire dedignare-    
tur: missus est praetor qui domi interrogaret



nec ideo sincerae caritatis fidem adsecutus amoliri
iuvenem specie honoris statuit struxitque causas aut forte
oblatas arripuit.

ad Maroboduum perfugisset, non aliam ob  5
causam quam quia fratris filio iuveni patruus senex parere     
dedignabatur.


Neque Maroboduus iactantia sui aut probris in      2.46.1
his vocibus instinctos exercitus propriae quoque causae        
stimulabant, cum


enimvero audita mutatione principis immittere latronum
globos, excindere castella, causas bello.


ceterum neque se neque
senatum nisi cognita causa ius et iniuriam discreturos:


Romam ad dicendam causam veniret.

ille dimissa eius causae delatione, ut
priorem vitam accusaret obtinuit


igitur paucis familiarium adhibitis minas accu-
santium et hinc preces audit integramque causam ad
senatum remittit.





quia dolori meo causa conexa est, obiecta 
crimina pro adprobatis accipiatis.



absolutum adul-
terii, increpitis iudicibus ad dicendam maiestatis causam re-
traxit, ut


quae causa fuit ne in bellum atrox coalescerent.
pars turbant praesentia,


praesumpta spes hortandi causas exemerat, clamitabat


simul causas cur 
non ipse, non Drusus profecti ad id bellum forent, adiunxit,



quis lapidum causa pecuniae nostrae
ad externas aut hostilis gentis transferuntur?


causas eius
mutationis quaerere libet.


initium et causa penes Aelium Seianum cohortibus praeto-
riis praefectum cuius de potentia supra memoravi: nunc




eiusque causa modo largitio et luxus, saepius in-
dustria ac vigilantia




mihi tradendi arguendique
rumoris causa fuit ut claro sub exemplo falsas auditiones
depellerem peteremque ab iis quorum in manus cura nostra



adsuetudine aut inter paucos retenta pluresque eius
rei causas adferebat, potissimam penes incuriam virorum
feminarumque;


sed lata lex qua flaminica
Dialis sacrorum causa in potestate viri, cetera promisco
feminarum iure ageret



Qua causa C. Silium et Titium Sabinum adgreditur.


Per idem tempus Plautius Silvanus praetor incertis
causis Aproniam coniugem in praeceps iecit,


easdem exitii causas coniungimus



belli civilis causa populum per contiones incendo


quod a Caesare palam in-
crepitum causa exilii Salviano fuit.



causa motus super hominum ingenium, quod pati


frustra Pulchram
praescribi cui sola exitii causa sit quod


causam abscessus quamquam secutus pluri-
mos auctorum ad Seiani artes rettuli


unde
exitii causa multis fuit properum finem vitae coniectantibus
vulgantibusque;




diversa de causa



quibus de causis



causa offensionis Vistilio fuit




Caesar
Pollionis ac Viniciani Scaurique causam ut ipse cum senatu
nosceret distulit,



nullas probabilis causas longinquae peregrinatio-
nis adferebat


dein redditis absentiae
causis admodum vagis flexit ad graviora et offensiones ob
rem publicam coeptas




sane vetus urbi faenebre malum et seditionum dis-
cordiarumque creberrima causa eoque cohibebatur



sed non e vagis stellis, verum apud principia et nexus
naturalium causarum



quod ut Tiberio cogni-
tum, adsidere, causas requirere,



insignis nobilitate et orandis
causis, vita probrosus



eaque apud
avum odii causa



causa ad matrem referebatur



ne quis ob causam
orandam pecuniam donumve accipiat



nullis palam neque cognitis mox
causis,



odii causa


Cornelius Tacitus, Annales 6.49.3
tinum et informem exitum delegit, iacto in praeceps corpore.
causa ad matrem referebatur, quae pridem repudiata adsen-
tationibus atque luxu perpulisset iuvenem ad ea quorum


Cornelius Tacitus, Annales 11.4.3
reos equites Romanos inlustris, quibus Petra cognomentum.
at causa necis ex eo quod domum suam Mnesteris et
Poppaeae congressibus praebuissent. verum nocturnae

Cornelius Tacitus, Annales 11.5.10
exitio in tempore memorabo, consurgunt patres legemque
Cinciam flagitant, qua cavetur antiquitus ne quis ob causam
orandam pecuniam donumve accipiat.


podem ser conhecidas.



























Sed mihi haec ac talia audienti in incerto iudicium         6.22.1
est fatone res mortalium et necessitate immutabili an forte     
volvantur. quippe sapientissimos veterum quique sectam       
eorum aemulantur diversos reperies, ac multis insitam opi-    
nionem non initia nostri, non finem, non denique homines        5
dis curae; ideo creberrime tristia in bonos, laeta apud dete-    
riores esse. contra alii fatum quidem congruere rebus pu-       
tant, sed non e vagis stellis, verum apud principia et nexus    
naturalium causarum; ac tamen electionem vitae nobis re-     
linquunt, quam ubi elegeris, certum imminentium ordinem.      10
neque mala vel bona quae vulgus putet: multos qui con-        
flictari adversis videantur beatos, at plerosque quamquam     
magnas per opes miserrimos, si illi gravem fortunam con-      
stanter tolerent, hi prospera inconsulte utantur. ceterum
plurimis mortalium non eximitur quin primo cuiusque ortu        15
ventura destinentur, sed quaedam secus quam dicta sint       
cadere fallaciis ignara dicentium: ita corrumpi fidem artis       
cuius clara documenta et antiqua aetas et nostra tulerit.        
quippe a filio eiusdem Thrasulli praedictum Neronis impe-      
rium in tempore memorabitur, ne nunc incepto longius   20
abierim.

Haud multo post Cocceius Nerva, continuus principi,     6.26.1
omnis divini humanique iuris sciens, integro statu, corpore     
inlaeso, moriendi consilium cepit. quod ut Tiberio cogni-
tum, adsidere, causas requirere, addere preces, fateri po-      
stremo grave conscientiae, grave famae suae, si proximus     5
amicorum nullis moriendi rationibus vitam fugeret. aver-
satus sermonem Nerva abstinentiam cibi coniunxit. fere-       
bant gnari cogitationum eius, quanto propius mala rei    
publicae viseret, ira et metu, dum integer, dum intemptatus,   
honestum finem voluisse.       

TEMAS DE FILOSOFIA ANTIGA. 3ª SESSÃO. HANDOUT

3ª sessão. Handout. 19 de Feveiro, 2019 Sen. Ep. 58. 6.  Quomodo dicetur ο ὐ σία res necessaria , natura continens fundamentum o...